domingo, fevereiro 04, 2007

Alma Distante

Como tu alma distante sempre junta ao Porto Chico. Alfonsina lá passou ao mar de fundo criou no trajecto transpirou na dança dos nossos dias as Deusas me acompanham no dizer ao meu viver, libertário.

O barulho das máquinas separa-nos da profundidade. E elas fazem-te gemer em silêncio.

Do toque manso do teu piano que geme dentro dos arvoredos do nosso dizer.

Os instintos que na escuridão começam a nascer buscam o dialogo impossível porque ausente. Até quando?!

Até a lua crescer naquela noite em que o mocho vai bocejar e eu barqueiro.

O barqueiro que transporta as almas para o outro lado do Rio da Morte é eterno. Mas sente esse brilho – sente-o só – ele é mais profundo que esse rio.

Olho-te alma distante novamente a apontar-me de tal viver onde o meu sorriso é vago e distante como tu alma alucinada.

Vejo agora as tuas cores. Há nelas muito luto. Porque é que há sempre uma mulher ao encontro dele.

Sim é verdade a colorida natureza que me alimenta o viver.

São demónios e santos que vivem próximo da água da qual jorram os meus pensamentos.

Na fonte dos amores onde pisámos algumas vezes em tempos de além.

Morcego
1994

Porca Vivência

Porca vivência o fazes ser

Gostavas que eu dissesse, gosto disto porra, sempre gostei!

Só que ainda não os tinha encontrado!

Porque me fazes minha vida?

Porque gostas de mim?

Sabes o que está aqui?

Pureza de um ser fraco, mas duro

No meio de tantos cobardes fortes.


Morcego

1992

sábado, fevereiro 03, 2007

A luta contra o futuro










O dia a dia, o negocio da vida a retalho, o paraíso do acaso! Nunca tantas pessoas acreditaram na sorte, nem nas formas de a obter! No entender daquilo a que dantes se chamava esperança. Pois hoje ninguém choraria! E não só! Porque foi detectada, a origem do vicio, da mentira, da promessa colectiva! Mas também, e antes de tudo, porque era no futuro, agora são mudos!

quinta-feira, janeiro 18, 2007